INTRODUÇÃO
Esse livro começou a surgir ainda no segundo ano da faculdade. Impulsionada pela paixão ao esporte, tive a idéia de contar a história da seleção masculina de basquete que derrotou os Estados Unidos e conquistou a medalha de ouro dos X Jogos Pan-Americanos no final de 1998, quando começamos a pensar no projeto experimental.
Decisão tomada, surgiu a primeira dificuldade. Quando aquele jogo aconteceu, eu tinha somente nove anos de idade e me lembrava apenas de algumas cenas. O que mais ficou marcado foi Oscar chorando no chão após o jogo, e depois comemorando com a cesta de um dos aros no pescoço. Sabia, entretanto, que tinha visto aquele jogo inteiro. E sabia também o que aquele resultado significava.
O próximo passo então foi sair em busca de informações, dos telefones de todos os jogadores, de jornais e revistas antigos. Encontrar os jogadores não foi difícil, afinal, 10 dos 12 ainda estavam envolvidos no basquete. Informações é que foram o problema.
A primeira idéia óbvia que surge é que bastava ir aos arquivos da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), pois lá haveria recortes de jornais, livros etc. Ilusão. Tudo que puderam me informar foi quantos pontos cada jogador marcou, quanto tempo jogou, quantas assistências fez e quantos rebotes pegou. Isso na soma geral do campeonato. As outras informações eram apenas qual foi a delegação brasileira e os resultados dos jogos (sem a parcial do primeiro tempo). A CBB, entidade que deveria ter acima de qualquer outra as informações sobre aquela vitória inédita, muito pouco pôde me ajudar.
Resolvi então partir para as entrevistas com os jogadores – talvez dessa forma pudesse ter uma idéia mais clara do que havia acontecido, de como tinha sido aquela vitória. E passei o ano de 1999 inteiro procurando e entrevistando os jogadores, o técnico, o assistente técnico e o preparador físico. Ao todo, fiz cerca de 30 horas de gravação em viagens por São Paulo, Mogi das Cruzes, Santos e Rio de Janeiro. Todos os jogadores e membros da comissão técnica se prontificaram sem nenhum problema a me dar as entrevistas, e até ajudaram com algumas dicas de onde eu poderia encontrar mais material.
Já com o livro que o técnico Ary Vidal escreveu, Basquetebol para vencedores, e que seria de grande utilidade depois, fui em busca de mais material que me desse base sobre os jogos. Tive acesso aos arquivos da Folha de S.Paulo e A Gazeta Esportiva, o que foi de vital importância para montar no livro a visão da imprensa e como tinham sido os jogos que o Brasil fizera. Consegui ainda com o preparador físico Waldir Barbanti recortes das matérias que saíram nos jornais norte-americanos The New York Times, The Miami Herald e The Indianapolis Star, além da matéria do jornal O Globo publicada quando a conquista completou 10 anos, em 1997. O mais difícil mesmo foi encontrar alguém que tivesse uma cópia em vídeo do jogo. No arquivo da TV Gazeta, que transmitiu as partidas, existiam apenas alguns trechos. Foi apenas no começo do ano de 2000 que consegui uma cópia com Ary Vidal.
Mas impossível mesmo foi encontrar a revista Super Basquete, do jornalista Juarez Araújo. Sabia que lá seria um dos poucos lugares em que conseguiria uma foto da equipe inteira, e acreditava que também lá encontraria informações preciosas. Nenhum jogador a tinha, a cópia que estava na biblioteca da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP) fora roubada e, o mais surpreendente, nem o próprio jornalista conseguiu encontrar uma cópia.
Com a fita do jogo, as matérias dos jornais e as entrevistas feitas, passei a realmente escrever o livro no início do ano 2000. Contei ainda com a ajuda do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e com informações disponibilizadas no site da USA Basketball, entidade que regula o basquete nos Estados Unidos. Tentei obter com a USA Basketball outras informações que não pude encontrar no site, mas todas as respostas que recebi aos emails que mandava diziam ser impossível responder ao que eu queria.
Fui deparando ao longo do livro com algumas dúvidas sobre a vida dos jogadores, o que foi resolvido com novas perguntas, dessa vez por telefone. Contei ainda com o enorme arquivo de José Medalha, naquele Pan-Americano assistente técnico, que me forneceu a súmula do jogo contra os Estados Unidos, dados precisos sobre datas de chegada em cada cidade onde a seleção ficou hospedada e resultados de jogos, inclusive com a pontuação individual dos jogadores de cada equipe.
Enfim, são linhas e linhas em que tentei transcrever uma vitória que não foi obtida por acaso, como muitos podem imaginar. Provavelmente a conquista mais importante do basquete brasileiro até o momento, a vitória sobre a equipe dos Estados Unidos, então temida e imbatível, nos X Jogos Pan-Americanos, foi fruto de muita dedicação e muito suor – que finalmente se transformou em lágrimas de alegria. Essa medalha de ouro é o símbolo de uma geração de jogadores de basquete. E a história desses jogadores fica aqui registrada para os que, como eu, são amantes do basquete.
Camila Moreira
NOTA DO EDITOR DO SITE:
Este E-book foi veiculado a cada semana em um total de 08 semanas
(continuação)Epílogo EPÍLOGO
Com a divulgação deste epílogo queremos registrar os nossos agradecimentos à jornalista Camila Moreira pela autorização e cessão dos direitos de retransmissão desta obra que, sem dúvida, se constitui no relato mais fiel e verdadeiro de tudo o que ocorreu na histórica conquista do basquetebol brasileiro em INDIANAPOLIS
JOSÉ MEDALHA
“Eu e o Ary éramos considerados o casal mais perfeito de técnicos. O Ary pensava e eu falava ‘já sei o que você está pensando’”, recorda o então o assistente técnico.
Descrevendo sua função de assistente, Medalha explica que observava os adversários, auxiliava no treinamento e passava as informações do que via em jogo para Ary, deixando a ele as decisões.
José Medalha jogou basquete muito pouco. Nascido em Catanduva, interior de São Paulo, no dia 11 de abril de 1944, ele jogou apenas na escola. Mas já apaixonado pelo esporte, mudou-se para a capital e foi estudar Educação Física na Universidade de São Paulo (USP). Lá teve aulas com Moacyr Daiuto e, sempre muito interessado na modalidade, acabou despertando nos próprios professores uma certa curiosidade. Ainda aluno, Medalha assistia aos treinos de Daiuto no Corinthians, fazendo estatísticas para ele. Depois de se formar em 1966, foi convidado a fazer parte do corpo docente como monitor voluntário. Logo começou como técnico, paralelamente à carreira de professor. Dava aulas de prática de basquete, como assistente de Daiuto.
Sem se dar por satisfeito, foi fazer dois estágios nos Estados Unidos. Um deles foi com uma bolsa que ganhou do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), e o outro fez por conta própria. Em 1972 ele foi para Montana, onde estudou na Billings Montana College por 40 dias, e para Nova York, para estudar na Manhattan College por mais 40 dias. Em 1976 ele ficou em Los Angeles, na UCLA, por 45 dias. Foi também para Illinois, onde ficou na Illinois Wesleyan College por 15 dias, e passou mais 15 dias na Arizona State University, em Arizona. Voltou depois para São Paulo onde continuou sua carreira de técnico no Paulistano e depois de São Caetano, mas resolveu fazer pós-graduação. Conseguiu novamente uma bolsa, dessa vez pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), e foi para a Universidade de Indiana.
Em Indiana, obteve os títulos de mestre e doutor em educação física em 1979 e 1982, defendendo teses com foco em treinamento esportivo no primeiro e administração esportiva no segundo. Nesse período, Medalha entrou em contato direto com pesquisa, além de lidar diretamente com o desenvolvimento do basquete de lá ao mesmo tempo que desenvolvia a carreira acadêmica.
Ao voltar, foi chamado para ser assistente da seleção. Vários técnicos entraram e saíram, mas ele continuou no cargo de assistente. Quando Ary Vidal deixou a seleção após as Olimpíadas de Seul, em 1988, saiu também. Voltou em 1991, só que dessa vez como técnico, e comandou a seleção nos Jogos Olímpicos de Barcelona, no ano seguinte, a última vez que participou de uma seleção.
Paralelamente à carreira de técnico, Medalha continuou dando aulas na USP, e chegou a titular da cadeira em 1992, cargo que ocupou até 1996. Teve que deixar a USP porque, sendo técnico, era necessário ficar muito tempo longe de São Paulo, comandando equipes em Londrina, Franca, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Santos. Mas ele ainda lecionou em outras faculdades, como na Universidade Guarulhos e na Universidade Santa Cecília, de Santos. Em 1997 chegou a ser gerente da seleção, mas por pouco tempo, quatro meses apenas. Nessa função, supervisionava os técnicos e cuidava da parte administrativa. Deixou o cargo pois não concordava com as diretrizes tomadas pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
Medalha é casado com Neide Beneduzzi Medalha, personal trainer e artista plástica. Tiveram quatro filhos: Patricia, Carlo, Eric e Christopher.
Durante o Pan-Americano, Medalha foi considerado o mais otimista por todos os jogadores. Era quem mais falava que o Brasil tinha chances de disputar uma medalha, até mesmo conquistar o ouro. Ele sempre dizia que, se os brasileiros arremessassem como sabiam fazer, a vitória estaria garantida, dava para vencer os norte-americanos. Mais uma vez Medalha levantava o moral da equipe.
Como ele explica, a derrota da equipe norte-americana ajudou a provocar um movimento nos Estados Unidos para que abandonassem a idéia de serem representados por universitários e passassem a contar com jogadores da NBA. Até então, em campeonatos internacionais como Olimpíadas, somente os universitários podiam participar, porque a presença de profissionais era vetada. Em 1987 os norte-americanos perderam o Pan-Americano, em 1988 ficaram em terceiro lugar na Olimpíada de Seul e em 90 também não ganharam o Mundial, que aconteceu em Buenos Aires, Argentina. Eles ficaram em terceiro lugar. Essas derrotas bastaram para que na Olimpíada de Barcelona, em 1992, o país pressionasse para a liberação dos profissionais e fosse representado pelas estrelas da NBA, entre elas Magic Johnson, Michael Jordan e Larry Bird. Era o chamado Dream Team (equipe dos sonhos).
Depois da entrega das medalhas do Pan-Americano, Ary, Medalha e Oscar tiveram que ir para a coletiva de imprensa. O jogador foi logo liberado pois ainda precisava tomar banho. Na entrevista, o técnico resumiu o que aconteceu na partida: “A gente estava esperando um jogo duro. Pensamos que se desse para segurar o primeiro tempo, poderíamos recuperar e ganhar no segundo porque eles tinham a responsabilidade de jogar em casa e havia a pressão muito forte da torcida em cima de todos. E quando sentimos que o excesso de confiança tomava conta deles, nossa arma foram os arremessos de três pontos. Se o Brasil jogasse o basquete tradicional, não ganharíamos”, disse o técnico Ary Vidal na entrevista coletiva segundo o jornal A Gazeta Esportiva do dia 25 de agosto de 1987.
Quando o técnico e o assistente saíram, o ginásio já estava vazio e os jogadores já tinham saído para comemorar. Ainda sem acreditar no que tinha acontecido e sem saber aonde ir, Ary e Medalha saíram andando. Os dois tinham alugado um carro e precisavam devolvê-lo em um hotel próximo do ginásio. Saíram e resolveram parar em um restaurante. Foi uma extravagância só. Para começar, uma dose tripla de whisky. Depois comeram de tudo. Quando encontraram os jogadores de novo, esses tinham comemorado o título com pizza e refrigerante. Na festa, Marcel abria as garrafas com a medalha para mostrar para todo mundo que eles tinham vencido.
O CHORO E A MEDALHA
Antes mesmo de Ellison marcar a última cesta do jogo, Oscar já estava agachado em baixo do aro. Bastou ouvir a campainha anunciando que o Brasil era campeão para que ele deitasse. Os jogadores que estavam no banco invadiram a quadra. Oscar berrava e chorava como uma criança. Os irmãos Marcel e Maury se abraçaram, cena que estampou a capa do jornal The New York Times do dia seguinte. Os norte-americanos, sentados ainda no banco, pareciam não acreditar no que estavam vendo. Era a medalha de ouro voando de suas mãos dentro de sua própria casa. A toalha escondia os rostos de alguns, como que envergonhados frente todo aquele público que foi para lá ver mais uma vitória massacrante.
Praticamente todo mundo foi abraçar Oscar, que continuava deitado no chão. O ala foi em seguida levantado por Marcel e Gérson. O cestinha ainda sairia daquele ginásio com a cesta de um dos aros no pescoço. A quadra, de repente, ficou cheia de gente. Eram jornalistas, câmeras, dirigentes, outros técnicos e atletas, as jogadoras da seleção feminina do Brasil. Todas as câmeras procuravam Oscar. Demorou um bom tempo ainda para que Ary Vidal chamasse todos, fazendo com que entrassem no vestiário.
Lá os jogadores puderam comemorar somente entre eles. Para Cadum, “não tem coisa melhor do que comemorar no vestiário depois da festa na quadra. Na quadra ainda tem público, gente de fora, repórter. No vestiário o negócio é particular, seu, daquele grupo que trabalhou três meses.” No meio da comemoração apareceu uma garrafa de champanhe. Entre as histórias que se conta desse Pan-Americano, essa champanhe estaria preparada para os norte-americanos, dentro de seu vestiário, já que a vitória deles era certa. No fim do jogo, seu Chico, roupeiro da seleção brasileira, teria entrado no vestiário dos Estados Unidos, pego a garrafa e levado para os brasileiros.
José Medalha, entretanto, afirma que quem levou essa garrafa para os brasileiros foi o casal de atachés que cuidava da equipe. Atachés são as pessoas da organização que ficam à disposição da equipe, ajudando em tudo aquilo que for necessário. Segundo Medalha, eles não conseguiram entrar com a bebida no ginásio e, quando acabou o jogo, pediram ao assistente que fosse com eles no estacionamento pegar a garrafa, já que ele teria mais facilidade para entrar com a bebida. Pipoca foi ainda escolhido para fazer o exame antidoping. Ele demorou quase uma hora para conseguir fazer xixi. Tomou muita água, refrigerante, mas nada... Passou por alguns momentos constrangedores. Como estava demorando, foi tomar banho, mas sempre com o representante olhando, para ter certeza que ele não faria nada para burlar o exame. Até que sentiu vontade, e saiu correndo do banho. Só que na hora de fazer xixi no vidrinho, quem ficou olhando foi uma mulher. “A mulher tem que conferir, tem que olhar mesmo”, lembra Pipoca.
A premiação demorou algum tempo para acontecer. Alguns dizem que a demora deveu-se ao fato da organização não ter o hino brasileiro no momento, mesmo tendo o feminino jogado antes. Apesar das especulações, nunca se soube realmente o que aconteceu. Outra surpresa: a entrega das medalhas seria feita antes para o masculino, deixando o feminino para o final. A premiação tinha sido invertida. Entre os rumores que correram, isso teria sido feito para que o Pan-Americano terminasse com o hino norte-americano, já que os Estados Unidos venceram o Brasil na final do basquete feminino.
Mas segundo Medalha, a informação de que a premiação seria invertida chegou à delegação brasileira mesmo antes do jogo começar. Ele conta que o responsável pela solenidade lhe comunicou como seria a entrega de medalhas. A decisão pela inversão da premiação teria sido tomada porque, como o masculino já estaria na quadra com o término do jogo, ganharia-se tempo principalmente em função da televisão.
Com o pódio finalmente montado no meio da quadra do Market Square Arena, entrou primeiro a seleção de Porto Rico, que ocupou sua posição no degrau do terceiro lugar. A seleção brasileira entrou logo atrás, todos com os dedos levantados, fazendo o número um. Os norte-americanos entraram por último.
Os jogadores brasileiros, munidos com a bandeira do país, não puderam evitar de gritar quando chegaram as medalhas, que receberam das mãos do major Sylvio de Magalhães Padilha, então presidente do COB. Oscar comemorava com a rede de um dos aros no pescoços. Os jogadores da equipe norte-americana praticamente não esboçaram nenhuma reação, alguns se mantiam até mesmo com os braços cruzados. Após a entrega das medalhas para Porto Rico, Estados Unidos e Brasil, respectivamente, as bandeiras dos três países subiram ao som do hino brasileiro. Toda a torcida brasileira e todos os jogadores cantaram juntos. Entretanto, ironicamente, na frase “conseguimos conquistar com braços fortes” o hino foi interrompido. Os jogadores e a torcida não se abalaram, e continuaram cantando. O hino ainda voltou a ser tocado, mas aí a festa já dominava o pódio.
“Ele (Oscar) estava deitado no chão, puxando seus colegas de equipe conforme 50 brasileiros berrando ‘Bra-sil’ balançavam a bandeira ao lado da quadra – uma cena que vai para sempre simbolizar esses Jogos Pan-Americanos.” (The Miami Herald – 24/08/87)
“Quando aqueles dois (Oscar e Marcel) ficam quentes, eles vão queimar qualquer coisa em seu caminho – incluindo garotos de faculdade usando vermelho, branco e azul.” (The Indianapolis Star – 24/08/87)
“Do outro lado da quadra, uma equipe norte-americana que tinha vencido seus jogos aqui por uma diferença de 25 pontos (...) tentava achar um buraco no chão.” (The Miami Herald – 24/08/87)
“’É uma sensação de vazio’, disse Danny Manning. ‘As pessoas esperavam que vencêssemos sem problemas. Mas depois, foi como, uau, realmente aconteceu’”. (The Indianapolis Star – 24/08/87)
Campeões dos torneios masculinos de basquete em Jogos Pan-Americanos
ANO LOCAL / PAÍS CAMPEÃO
1951 Buenos Aires / Argentina EUA
1955 Cidade do México / México EUA
1959 São Paulo / Brasil EUA
1963 São Paulo / Brasil EUA
1967 Winnipeg / Canadá EUA
1971 Cali / Colômbia Brasil
1975 Cidade do México / México EUA
1979 San Juan / Porto Rico EUA
1983 Caracas / Venezuela EUA
1987 Indianápolis / EUA Brasil
1991 Havana / Cuba Porto Rico
1995 Mar del Plata / Argentina Argentina
1999 Winnipeg / Canadá Brasil
Bibliografia
VIDAL, Ary. Basquetebol para Vencedores – Teoria, Técnica, Prática. Porto Alegre, Editora Rígel, 1991.
ODIR, Cunha. Oscar Schimidt – A Biografia do maior ídolo do basquete brasileiro. São Paulo, Editora Best Seller, 1996.
SANTOS, Cida & CRETI, Nicolau Radamés. Vitória. São Paulo, Editora Globo, 1993.
SILVA, Eduardo Augusto Viana da. Pequena Enciclopédia do Esporte. Rio de Janeiro, Editora Cátedra, 1987.
LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas. Campinas, Editora Unicamp, 1995.
Revista Manchete de 5 de setembro de 1987, no. 1846
Arquivos dos jornais A Gazeta Esportiva, Folha de S.Paulo e O Globo
Arquivos pessoais do assistente técnico, José Medalha, e do preparador físico, Waldir Barbanti
Arquivos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
Arquivos da Confederação Brasileira de Basquete (CBB)
Sites: www.usabasketball.com, www.fiba.com
|